segunda-feira, 20 de setembro de 2010

CICLO CELULAR

 CICLO CELULAR

   O ciclo celular corresponde ao período de vida de uma célula, desde a formação até a divisão em nivas células-filhas. No ciclo celular há dois momentos distintos: num deles a célula não se divide (interfase); no outro ocorre a divisão celular, mitose ou meiose.

MITOSE

   A mitose é o tipo de divisão celular que se caracteriza pela ocorrência de apenas uma duplicação de cromossomos para cada divisão do núcleo. Dessa maneira, uma célula-mãe transfere às duas células filhas todo seu patrimônio genético. Isso significa a presença, nas células-filhas, do mesmo número de cromossomos que existiam na célula original. Por isso a mitose é considerada um processo equitativo de divisão.
   Este mecanismo contribui para: reprodução dos organismos unicelulares; formação das inúmeras células que constituem os organismos pluricelulares, garantindo o crescimento do indivíduo; a renovação dos tecidos pela substituição das células velhas por outras novas; a regeneração de regiões eventualmente lesadas.

MEIOSE

   A meiose se caracteriza pela ocorrência de apenas uma duplicação cromossômica para cada duas divisões nucleares. Dessa maneira, tem-se quatro células-filhas com a metade do número de cromossomos presentes na célula-mãe. Por isso a meiose é considerada um processo reducional de divisão celular, ao contrário da mitose, que é equitativa.
   A redução do estoque cromossômico para a metade, faz com que a meiose seja fundamental para a manutenção do número constante de cromossomos da espécie. De fato, na fecundação, células haplóides (gametas) se unem originando o zigoto diplóide; e, através da meiose, células diplóides formam células halóides, constituindo um ciclo no qual a fecundação é compensada pela meiose.

   Confira aqui alguns vídeos explicando estes dois tipos de divisão celular.







BIOTECNOLOGIA (continuação)

PROJETO GENOMA HUMANO

    O Projeto Genoma Humano (PGH), tem por objetivo mapear os genes do genoma humano, ou seja, descrever a sequência de nucleotídeos que formam a longa hélice de DNA presente nos 23 cromossomos humanos.
   Quando estiver completo, o próximo passo é sequenciar as bases presentes no DNA e desenvolver meios de usar estas informações em benefício da Biologia e da Medicina.
   Principais objetivos: detecção prévia de doenças genéticas, como certos tipos de câncer; melhoria de diagnósticos de doenças; criação de drogas específicas para cada tipo de doença; terapia gênica e clonagem de embriões para transplante de órgãos.


TERAPIA GÊNICA

   Também conhecida como geneterapia, consiste na deleção de genes deletérios ou na inserção de genes normais em células de uma pessoa portadora de genes alterados e responsáveis por uma determinada doença. Com o gene normal em suas células, a pessoa ficaria livre da doença que a acomete.
   A inserção de cópia funcional do gene na célula acontece por meio de um vetor, por exemplo, um vírus.

VACINAS GÊNICAS

   Esse tipo de vacina é feito utilizando um segmento de DNA do agente causador da doença, para induzir o sistema imunológico a produzir anticorpos. Isso é vantajoso com relação às vacinas convencionais, nas quais são usados vírus e bactérias atenuados. Assim, com a vacina de DNA, a pessoa infectada por um vírus ou bactéria não corre o risco de desenvolver doença por meio da inoculação da vacina.

BIOTECNOLOGIA

  Biotecnologia

    O termo biotecnologia (do grego bios, "vida"; techno, "técnica"; logos, "estudo") compreende o estudo das técnicas e dos processos biológicos associados com a obtenção de produtos de interesse humano. Atualmente, a manipulação do DNA constitui um dos mais promissores ramos da biotecnologia.
   O conjunto das técnicas envolvidas com a manipulação do DNA constitui a engenharia genética. Considerada a grande revolução científica do final do século XX, a engenharia genética entra no século XXI com notáveis perspectivas para a melhoria da qualidade de vida dos seres humanos e também com temas polêmicos para a reflexão de todos.

Manipulação do DNA

   A partir da década de 1970, com a elucidação e o descobrimento do código genético, o DNA passou a ser amplamente manipulado.
   As várias possibilidades de manipulação genética se tornaram motivo de preocupação da sociedade, especialmente dos governantes, pois as espécies podem ser modificadas de modo irreversível, ocasionando mudanças no ambiente e problemas de saúde à população.
   Uma das técnicas mais usadas, é o desenvolvimento de DNAs híbridos, formados pela união de segmentos de DNAs de fontes biologicamente diferentes. Para isso, usa-se uma enzima de restrição que corta os DNAs nos pontos de interesse. Os segmentos são unidos pela enzima DNA ligase, resultando numa molécula híbrida ou num DNA recombinante. 
   Para injetar o segmento de DNA de interesse no organismo, é usado um vetor, uma molécula que transporte o fragmento de DNA até a célula onde será inserido. Os vetores normalmente são vírus de animais e os plasmídeos de bactérias (pequenos pedaços de DNA da célula bacteriana, que se replicam de forma autônoma). 

Transgênicos

   Seres transgênicos são aqueles que receberam e incorporaram genes "estrangeiros", ou seja, vindos de outros seres vivos. Estes expressam características novas, em razão da presença do gene transferido (transgene).
   Atualmente, a utilização dos trangênicos vai além do desenvolvimento de linhagens de bactérias geneticamente modificadas e capazes de produzir hormônios como a insulina, por exemplo. Podemos citar o desenvolvimento de plantas transgênicas, portadoras de genes de bactérias, de vírus, de animais ou de outras plantas.
   Muitos pesquisadores apontam vantagens no cultivo e comercialização de plantas transgênicas, como: tornar plantas mais resistentes a pragas agrícolas diversas, produção de sementes de alto valor nutricional, além do aumento significativo da produtividade.
   Por outro lado, embora os avanços da biotecnologia do DNA apontem para um futuro promissor, muitas pessoas vêem com preocupação as consequências potenciais dos seres transgênicos tanto para a nossa saúde, como em relação a impactos ambientais, já que ainda não há estudos conclusivos sobre essas consequências.
  
Clonagem

   Clonagem é um processo de reprodução, por meio do qual se obtêm indivíduos geneticamente iguais, a partir de uma célula-mãe.
   Isto ocorre naturalmente em bactérias e protozoários, que realizam reprodução dividindo-se em dois (bipartição), e também em plantas. Em humanos, acontece quando o óvulo fecundado se divide em dois, originado gêmeos univitelinos, que possuem a mesma constituição genética.
   A clonagem artificial pode ser realizada de várias formas, sendo mais utilizada a clonagem de animais a partir de óvulos não-fecundados. Primeiro retira-se o núcleo do óvulo, em seguida, o núcleo da célula doadora a ser clonado é transferidos para o citoplasma do óvulo. Nem todos os tipos de células podem ser clonados; as células não podem ter passado pelo processo de diferenciação celular, e os organismos a ser clonados precisam estar no estágio embrionário. A célula é transferida para um útero de aluguel, onde se desenvolverá o embrião.
   O resultado da clonagem é a produção de cópias fiéis do organismo clonado.
   Esta tecnica envolve muitos aspectos éticos, morais e religiosos, principalmente no que se refere aos seres humanos.

   Veja abaixo alguns links de informações e vídeos sobre este tema.

   Esquema ilustrando a clonagem da ovelha Dolly:


   Opinião da Igreja Católica com relação às técnicas de Biotecnologia:







domingo, 5 de setembro de 2010

Síntese de Proteínas

   Para meus alunos de Biologia do primeiro ano do Ensino Médio do CMCBO e do CERS, coloquei aqui os links de vídeos que explicam muito bem a síntese de proteínas.
   Espero que facilitem bastante o estudo de vocês...
   Abraços!!!!!!!!!!!!